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30.NOV.2018

História da Gráfica: desde os dias da Mesopotâmia ao papel na Europa :parte 2

História da Gráfica: desde os dias da Mesopotâmia ao papel na Europa :parte 2

No século XII, o papel que tinha sido inventado dez séculos antes chega finalmente à Europa e começa a ser utilizado pelas cortes reais e instituições religiosas. Não muito mais tarde, já no século XIII, pequenas estruturas de bronze com caracteres foram desenvolvidas no Japão e na China, com a ideia de reproduzir texto impresso. A versão mais antiga que se conhece deste método remonta ao ano de 1397.

É então que chegamos ao século XV. Embora a técnica woodcut já estivesse em uso há séculos na China e no Japão, o mais antigo exemplar europeu conhecido data do início do século XV.

Para quem não conhece este termo, a woodcut era uma técnica de impressão de relevo em que texto e imagens são esculpidas na superfície de um bloco de madeira.  As peças de impressão permanecem niveladas com a superfície enquanto as peças não impressas são removidas, tipicamente com uma faca ou um cinzel. O bloco de madeira é então inserido e o substrato pressionado contra o bloco de madeira. A tinta, feita de fuligem de lâmpadas de óleo, é misturada com verniz ou óleo de linhaça fervido para fixar a impressão.

Por esta altura, os livros ainda são raros, uma vez que continuavam a ser laboriosamente escritos à mão por escribas e iluministas. A Universidade de Cambridge tinha, na altura, uma das maiores bibliotecas da Europa, com apenas 122 livros.

Os meios para a impressão e que mais tarde viriam a dar forma à gráfica encontram-se já na Europa. Na China e Japão, os avanços são já consideráveis. No entanto, tudo muda quando em 1436 um homem chamado Gutenberg começa a trabalhar numa técnica de impressão inovadora…

Mas essa já é uma história para outro dia!

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