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07.NOV.2017

Economia Colaborativa: entenda

Economia Colaborativa: entenda

Você sabe o que é Economia Colaborativa? Em termos gerais, é um sistema socioeconômico que tem como base o compartilhamento de recursos físicos e humanos (crowdsourcing).

Ela promove a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços por pessoas físicas e organizações diversas, de diferentes culturas e localidades. Sua prática é realizada das mais variadas formas, sempre com o intuito de promover a circulação dos bens para que sirvam a várias pessoas antes de serem descartados.

Os benefícios dessa filosofia são incontáveis, começando pela preservação dos recursos naturais. Quer saber mais? Basta continuar acompanhando o post. Boa leitura!

Pelo que preza a filosofia da economia colaborativa?

O consumo consciente é o centro de toda essa filosofia. Parece ironia, mas a Economia Colaborativa surgiu nos Estados Unidos nos anos 2000, ganhando força após a crise mundial de 2008.

O país símbolo do consumismo foi o terreno que deu margem a um feliz processo de reversão do hiperconsumismo para um capitalismo mais consciente, que tende a transformar a economia global e a trazer esperança para a preservação da natureza e do bem-estar coletivo.

Essa forma de economia está perfeitamente alinhada à sustentabilidade, já que sua atividade engloba os pilares econômico, social e ambiental, formando um movimento circular.

Além disso, é extremamente necessária ao planeta, pois evita a produção de novos bens e diminui a extração de recursos naturais não renováveis, desperdício de energia e produção de lixo.

O atual modelo predominante tem gerado problemas sociais e ambientais gravíssimos, obrigando-nos a substituir o acúmulo pelo compartilhamento. O que não serve mais para alguns, pode ser a solução perfeita para outros, em um círculo contínuo de aproveitamento.

Como ela proporciona redução de custos entre os envolvidos?

A cultura da posse vem cedendo lugar para novas modalidades de trabalho, com maior integração entre as pessoas, redução de custos e compartilhamento de ideias.

Os espaços de coworking, por exemplo, são ambientes descontraídos, menos formais e de baixo custo. Os profissionais envolvidos compartilham o mesmo espaço com pessoas e empresas de áreas diversas, com toda a infraestrutura necessária para trabalhar.

As despesas de manutenção — água, luz, internet, entre outras — são incluídas no pacote oferecido para uso do local e, geralmente, são bastante acessíveis.

Outro grande benefício é a facilidade para manter contato com pessoas diferentes, que atuam em outras profissões. Isso oferece um leque de possibilidades, inclusive para promover parcerias e trocar experiências.

De que forma ela estreita os relacionamentos interpessoais e profissionais?

A economia colaborativa é o berço de projetos que convidam todos a compartilhar seus bens e know how para unir forças e melhorar o bem estar social.

Exemplos criativos não faltam, como o da carioca Camila Carvalho, que criou uma plataforma de compartilhamento de objetos chamada “Tem Açúcar”, na qual o objetivo é facilitar o empréstimo entre as pessoas, evitando compras desnecessárias.

Outros estão aderindo à iniciativa de hospedar pessoas em suas casas por meio do CouchSurfing, sem receber nada em troca. Fazem isso pelo prazer de conhecer gente diferente, de todas as partes, ouvir suas histórias e compartilhar experiências.

Pessoas alugam bicicletas para passear, emprestam eletrodomésticos para preparar um prato e arranjam cuidadores de cães quando precisam passear. Isso tudo dentro de um sistema econômico colaborativo. Todos são fornecedores e consumidores ao mesmo tempo.

E o melhor é que, ao se entender o que é economia colaborativa, é possível observar a aproximação entre pessoas acontecer, resgatando a empatia que já andava perdida. Além disso, também se criam laços, manifesta-se gentileza e potencializa-se humanidade, tanto no nível pessoal quanto no profissional.

 

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