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24.JAN.2018

A Impressão Offset (Parte 02) - Pré-impressão

A Impressão Offset (Parte 02) - Pré-impressão

No texto anterior a gente prometeu aprofundar sobre uma série de etapas no processo de impressão em offset e aqui estamos nós em nosso segundo texto onde o objetivo é explicar um pouco melhor como funciona a etapa de pré-impressão.

A Pré-Impressão nas gráficas está a cada ano ficando mais simples, uma vez que a geração de arquivos PDFs está ficando mais difundida. No entanto, temos uma etapa muito importante antes da Pré-Impressão nas gráficas que é a criação da arte. E para isso sugerimos com força a contratação de um Designer.

Assista a esse vídeo antes de continuar lendo nosso texto

Vocês devem estar se perguntando por quê?

A resposta seria a mesma do que fazer uma reforma em sua casa ou escritório e não chamar um arquiteto. Você vai conseguir fazer a sua reforma? A resposta será SIM.

Mas ela vai ficar com os detalhes impressionantes? E os acabamentos, ficarão lindos?

Ou os detalhes ficarão ok, não muito profissionais?

Provavelmente os detalhes serão esquecidos e os acabamentos também.

No material gráfico não é diferente.

Sem um designer, seu material terá todas as informações que você precisa, você vai conseguir escrever sua mensagem e informação, mas você vai conseguir impressionar o leitor, seu público final?

No seu impresso, sem um designer, não terá os detalhes e os acabamentos finais necessários e isso de acordo com a nossa experiência, vai deixar seu material comum, sem ser impressionante e sem impactar seu cliente.

Nós não estamos aqui para divulgar Designers, só estamos aqui para fazer com que seu material impresso fique incrível no final e atinja sua meta – Divulgar, Orientar, Explicar e VENDER!!

Claro que sabemos que Designers tem um custo, mas veja se o custo dele rateado em todo o custo da produção do seu impresso (impressão e distribuição) não compensa, uma vez que ele pode te trazer um retorno muito maior no seu material gráfico.

Pense sempre seu projeto gráfico já com o custo do designer, assim você consegue mensurar o retorno que seu material gráfico deve te trazer. Isso é valido para diversos produtos como a impressão de flyers, impressão de catálogos e até mesmo a impressão de cartão de visita.

Um outro cuidado, que se deve ter, é com as imagens usadas na sua arte. Elas devem ter alta resolução, 300dpi (pontos por polegada) no tamanho a ser aplicado na arte. As imagens disponíveis na Internet costumam ter um quinto dessa resolução. Para o uso na internet, 60dpi, é ótimo mas para impressão gráfica é PESSIMO. Entao não se esqueça, tenha sempre imagens bonitas e com alta resolução para deixar seu material incrível.

Uma vez que você já tem um designer, fotos com alta resolução e escolheu a melhor diagramação para seu material, você tem duas opções: gerar um PDF sozinho do seu material que foi fornecido pelo Designer ou pedir para que o designer faça o PDF para você.

Nesse momento, podemos passar dicas de “fechamento de arquivo”, isto é, gerar um PDF. (veja Blog)

PDF é o formato mais seguro de envio de seu material, ele pode ser gerado por softwares gráficos como InDesign®, Photoshop®, Illustrator® e CorelDraw® e softwares não gráficos com Word® e Excel®.

Claro que nossa recomendação seria a geração do PDF pelos softwares gráficos. Mas você sabe por quê?

Vamos a algumas explicações. Os softwares gráficos permitem uma ótima calibração das cores para cada tipo de papel a ser impresso, depois eles possibilitam a utilização de fontes de impressão, suportam imagens grandes e com bastante resolução e por fim são muito mais confiáveis para a geração do PDF.

Os softwares não gráficos não possuem essas características e com isso podem prejudicar a qualidade final do material impresso.

Sabemos também que esses softwares gráficos tem um custo, e que não é nada baixo, por isso a maioria das gráficas tem a opção de fecharem o arquivo em formato PDF para seus clientes.

Vale lembrar que o fechamento de arquivo é simples mas pode ocorrer contratempos como o esquecimento de enviar a fonte de impressão necessária ou mesmo a criação da arte sem sangria (veja blog), imagens em baixa resolução ou com cores especiais. E ai entra a expertise do time da Pré-Impressão das gráficas.

Nesse momento começa o trabalho da Pré-Impressão. Solicitar ao cliente os itens faltantes como fontes, imagens adequadas e então dar andamento no fechamento do arquivo PDF.

Quando o arquivo está fechado, temos ainda o processo de confecção de uma Plotter, nome dado a um boneco colorido, no formato final do material e colorido (não sendo as cores que serão impressas), no qual não tem custo extra. Esse processo é uma obrigação interna das gráficas que se utilizam de CTP (Computer-to-Plate).

Normalmente, essa Plotter, quando se trata de materiais complexos como catálogos, pastas e Revistas, é enviada ao cliente para aprovação da diagramação. Em materiais mais simples, a aprovação pode ser feita por e-mail mesmo. Nos materiais mais complexos precisamos ter certeza de que a paginação está correta, que os textos não estão muito perto do corte (margem interna – veja Blog), o formato está certo e o acabamento também.

Além do processo de confecção da Plotter temos também a opção de confecção de uma Prova de Cor, também chamada de Prova Calibrada ou Prova Contratual.

Essa prova tem um custo, normalmente por pagina, e ela é feita em uma máquina que usa um papel “Calibrado” e tintas especificas que permitem simular a impressão offset final. Ela é bastante usada por designers e agências de propaganda para aprovação de suas artes, assim eles confirmam o arquivo enviado para a gráfica e tem uma certeza do estarão recebendo de material impresso depois.

Depois da Plotter e Provas Contratuais aprovadas, a Pré-impressão encaminha o material para o CTP (Computer-to-Plate). Nesse momento se encerra a tarefa da Pré-impressão. E ai, gostou das dicas? Esperamos que sim!

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